diariosetelagoas.com.br

diariosetelagoas.com.br
SEU NOVO PORTAL DE NOTÍCIAS
Mostrando postagens com marcador São Gonçalo do Rio Abaixo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador São Gonçalo do Rio Abaixo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de junho de 2016

SOTREQ E PREFEITURA DE SÃO GONÇALO PROMOVEM EVENTO PARA ENTREGA DA NOVA FILIAL NO MUNICÍPIO


A apresentação do empreendimento, que ocupará uma área de 44mil m², será realizada no próximo dia 30 de junho, às 10h

O prefeito de São Gonçalo do Rio Abaixo, Minas Gerais, Antônio Carlos Noronha Bicalho, em parceria com a Sotreq,empresa com mais de 70 anos no mercado e uma das maiores provedoras de soluções, produtos e sistemas Cat® no Brasil, promovem no próximo dia 30 de junho, às 10h, um evento para a entrega da nova filial da Sotreq no município.

A cerimônia reunirá diretores da Sotreq, políticos, empresários, jornalistas e demais profissionais de comunicação do município e região para um café da manhã, onde será realizada a entrega da obra e apresentação das instalações.

O projeto

O empreendimento é fruto da parceria entre a prefeitura e a Sotreq e começou a ser desenvolvido em outubro de 2014. O objetivo é atender as demandas de mineração de superfície ou subterrânea com um amplo portfólio de equipamentos pesados, como caminhões fora de estrada, caminhões articulados, carregadeiras de rodas, escavadeiras, tratores de esteira, motoniveladoras e itens de apoio.

Com o projeto, a Sotreq e a Prefeitura de São Gonçalo do Rio Abaixo visam aquecer a economia do município por meio da criação de novos empregos, gerando, dessa forma, renda para o cidadão são-gonçalense, além de favorecer a capacitação profissional e o desenvolvimento regional.

Ao todo, o empreendimento ocupará uma área de 44mil m² no Distrito Industrial II. E é composto por uma edificação que abriga escritório administrativo, refeitório, vestiários, ferramentaria, administrativo para vendas de máquinas, peças e serviços, além de edículas de apoio como o depósito de resíduos sólidos e área de lazer. A filial também contará com um dos maiores almoxarifados da região (cerca de 2970m2), com capacidade para dobrar o tamanho em decorrência do espaço existente.

SERVIÇO
Entrega da Filial da Sotreq São Gonçalo
Data: 30/06/2016
Horário: 10h
Local: Nova Filial Sotreq
Endereço: Rua 2, s/n, Lote 4 e 5, quadra 1, Distrito Industrial II – Cidade de São Gonçalo

Sobre a Sotreq
Com mais de 70 anos de atuação no Brasil, é uma das maiores provedoras de soluções customizadas, produtos e sistemas Cat®. Atualmente, a organização possui mais de 60 filiais distribuídas nas regiões sudeste, centro-oeste, norte e nordeste do Brasil, oferecendo suporte completo em peças, serviços, contratos e tecnologia.

Fonte: Dezoito Assessoria de Imprensa.

sábado, 5 de março de 2011

Saiba a possível origem do nome que batiza a mina de Brucutu

Brucutu é considerada a maior mina do mundo em capacidade inicial de produção (Foto: Darlan Alvarenga/G1)

Nome teria vindo do vocábulo 'borocotó', 'terreno escabroso' em Tupi.Mina em São Gonçalo do Rio Abaixo (MG) é a 2ª maior do país.

A origem do nome da mina de Brucutu, localizada em São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), não encontra consenso entre moradores, prefeitura e trabalhadores do complexo de mineração da Vale. A versão mais aceita, porém, é de que o termo viria provavelmente da palavra de etimologia tupi 'borocotó" que, segundo o Dicionário Aurélio, significa "terreno escabroso, com muitos altos e baixos, escavado ou obstruído de pedras".(Nesta quinta-feira, o G1 publicou uma reportagem sobre a mina de Brucutu, a segunda maior do país, responsável por 10% da extração de minério de ferro da Vale no Brasil no ano passado, para ilustrar o avanço do setor de mineração.
Para a Vale, dona da mina, Brucutu seria uma corruptela de "brocotó" - uma variação do vocábulo "borocotó". E, na linguagem indígena, também significaria "disforme e abrupto".
Brucutu é também o nome da serra onde está localizada a mina da Vale e teria sido uma adaptação dos vocábulos indígenas para o chamado "mineirês".
De acordo com a Prefeitura de São Gonçalo do Rio Abaixo, documentos do século XVIII referem-se à região como “Fazenda Brucutu”, na época propriedade de Manoel Martins Ferreira, minerador que "figurava entre os homens mais ricos da freguesia de Sabará".
Ainda segundo a prefeitura, em 1885, Brucutu é referido no Dicionário das Minas do Brasil apenas como “lugarejo na Comarca de Santa Bárbara. É rico em ouro e pedras preciosas”
Brucutu, segundo o Dicionário Aurélio, significa "veículo blindado usado pela polícia para dispensar manifestantes" e "indivíduo grosseiro, grosseirão".

Brucutu é o nome da serra que contorna São Gonçalo e abriga a mina da Vale (Foto: Darlan Alvarenga/G1)

Fonte: Darlan Alvarenga Do G1, em São Gonçalo do Rio Abaixo (MG)


'Bom assim nunca foi não, sô', diz moradora de 'cidade do ferro'

Bicicleta é o principal meio de transporte em São Gonçalo do Rio Abaixo (Foto: Darlan Alvarenga/G1)

Dinheiro da mineração transforma cidade de MG em canteiro de obras.Comerciantes ampliam estabelecimentos e lojas ganham vitrines.

São Gonçalo do Rio Abaixo, onde está localizada a mina de Brucutu, é daquelas cidades do interior de Minas Gerais cujo centro se resume a uma única rua principal e uma igreja na parte mais alta. Todos os estabelecimentos comerciais e prédios públicos estão concentrados na mesma avenida. Não há nenhuma loja de rede e, com exceção de dois bancos e dos Correios, todo o comércio é local, comandado por famílias da cidade e da região.
Pelas ruas, a vida e as rodas de conversa na praça seguem sem pressa, na velocidade das bicicletas, principal meio de transporte da população. A rotina pacata, no entanto, contrasta com o ritmo das obras espalhadas pela cidade, patrocinadas pelos royalties da mineração, destaque do PIB em 2010. Por todos os lados há máquinas e placas com os dizeres "homens trabalhando".
As obras incluem abertura de novos loteamentos e avenidas, ampliação da rede fluvial, pavimentação de estradas, construção de pontes, casas e escolas. As duas igrejas da cidade, erguidas do século XVIII, foram fechadas para restauração, obrigando a transferência das missas para um galpão improvisado.
“Bom assim nunca foi não, sô”, diz Ornelina Ferreira Torres, de 77 anos, que mora na cidade desde os 13 anos e afirma nunca ter visto tanta prosperidade. “Todo mundo foi saindo, eu fiquei e acabei dando sorte”.

Ornelina Torres, (dir.), 77 anos, mora em São Gonçalo desde os 13 anos (Foto: Darlan Alvarenga/G1)

A renda da população em geral é baixa, mas a qualidade de vida está melhorando. “A escola é em tempo integral e ônibus pega minha filha na porta de casa”, diz Carla Aparecida, de 24 anos. "Está tudo asfaltado agora e há linhas de ônibus até a cidade", diz Adriana Silva Ribeiro, de 34 anos, moradora da zona rural e funcionária de uma escola municipal.
O "boom econômico" gerado pela extração de minério de ferro tem animado também os comerciantes, que passaram a investir na reforma e ampliação dos estabelecimentos. “Até uns 3 anos atrás, não existia vitrine nas lojas e os mercados não tinham carrinho, era o vendedor que pegava o produto na prateleira”, diz Carmen Lúcia Magela Lopes, presidente da associação comercial da cidade.
Segundo ela, são as novas gerações que estão convencendo os comerciantes a modernizarem os negócios. “Há três anos tento convencer o meu pai a transformar o galpão de depósito numa nova loja, mas só agora consegui”, diz Carmen, que assumiu o comando das Lojas Sô Hélio, versão são-gonçalense de lojas como Casas Bahia ou Magazine Luiza. “Antes eu vendia um guarda-roupa e encomendava outro. Hoje faço estoque de tudo sem medo”.
Joacir Costa, de 40 anos, dono do único restaurante self-service da cidade, decidiu erguer um novo prédio para abrigar um restaurante mais amplo e oferecer salas de aluguel. “Hoje meu restaurante só tem 8 mesas. Tenho que crescer junto com a cidade”, diz.
Há mais 40 anos no comércio da cidade, Sebastião Tolentino, de 65 anos, não compartilha o mesmo otimismo. “Tenho que ter pé no chão. Ainda falta gente pra comprar. Para o comércio crescer, tem que aumentar a renda da população. Os salários daqui são muito baixos”, diz o proprietário de um armazém que vende de legumes a panelas.Outro insatisfeito com o crescimento da cidade é o taxista Caldeci Fernandes, de 41 anos, que passou a ter que enfrentar concorrência. "Quando eu comecei no negócio, há 10 anos, eu era o único taxista da cidade, hoje já tem mais de 50", diz.

Abertura de novas avenidas estão mudando a cara de São Gonçalo (Foto: Darlan Alvarenga/G1)

Cidade ‘importa’ mão de obra

A prefeitura é a maior empregadora de São Gonçalo do Rio Abaixo. Hoje são 1.286 funcionários. Sem contar os prestadores de serviço.“Aqui, quem não trabalha na Vale, trabalha para a prefeitura”, afirma o defensor público Túlio Lage Moreira, que saiu de Itabira (MG) atraído pela proposta financeira e pelo convite para comandar a primeira Defensoria Pública da região, patrocinada pela prefeitura. “A delegacia de São Gonçalo não possui delegado fixo e a comarca mais próxima fica em Santa Bárbara. A população mais carente estava completamente fora do sistema judiciário”, afirma.
No lugar de perder moradores para cidades vizinhas, São Gonçalo passou a receber novos habitantes, desde a inauguração da mina de minério de ferro da Vale. A pedagoga Marcela Soares Fonseca, de 25 anos, saiu de João Monlevade para trabalhar na recém-inaugurada unidade do Senai. “Foi a oportunidade que surgiu e resolvi agarrar”, diz.
Mas ela não faz só elogios à cidade. “O custo de vida aqui é mais caro, há pouca variedade de lojas e faltam opções de lazer”, diz a pedagoga, que divide um apartamento com mais duas amigas e paga um aluguel de R$ 400.Na falta de parques, clubes e academias, a população tem usado as avenidas dos novos loteamentos como pistas de cooper.
Crescimento econômico tem atraído moradores de outras cidades (Foto: Darlan Alvarenga/G1)

Incentivos fiscais para novas empresas
Para atrair mais investimentos para a cidade, a prefeitura está lançando um loteamento destinado a um futuro distrito industrial. “Estamos oferecendo terreno, dando isenção de IPTU por 10 anos e ajudando até a fazer o galpão”, afirma o prefeito Raimundo Nonato Barcelos, conhecido como Nozinho.

Raimundo Nonato Barcelos, o Nozinho, prefeito deSão Gonçalo (Foto: Darlan Alvarenga/G1)
Segundo ele, seis empresas já firmaram o compromisso de se instalar na cidade. Os negócios são em sua maioria ligados à mineração e ao fornecimento de insumos para a Vale e devem gerar cerca de 400 empregos. A prefeitura procura investidores para um hotel na cidade. Hoje, a única opção para os visitantes é um hotel num posto de gasolina, na beira da rodovia.
O objetivo é manter o ritmo de crescimento em caso da atividade de mineração encolher. Ainda que pesquisas iniciais apontem a existência de outras reservas de minério na região, o tempo de duração do projeto Brucutu está estimado em mais 25 anos. “Hoje, a riqueza da cidade vem do ferro, mas estamos focando agora o desenvolvimento econômico”, diz Nozinho.
Outra preocupação da prefeitura é evitar a migração da população rural para a cidade. Daí os investimentos em pavimentação de estradas rurais, transporte público e escolas e também em capacitação ao pequeno agricultor. Hoje 50% da população vive na zona rural.“Estamos aproveitando o bom momento e criando alternativas para a zona rural também ter condições de crescer. Não queremos ficar dependentes da Vale. Minério só tem uma safra, quando acabar, acabou”, conclui o prefeito.
Fonte: Darlan Alvarenga Do G1, em São Gonçalo do Rio Abaixo (MG)

Sem hospital ou faculdade, cidade de MG cresce com ferro de Brucutu


Com reservas de 650 milhões de toneladas, Brucutu é a 2ª maior mina do país (Foto: Darlan Alvarenga/G1)

Arrecadação de São Gonçalo do Rio Abaixo cresceu 45% em 2010.Mina é a 2ª do país e produz cerca de 30 milhões de toneladas por ano.

A pequena São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), cidade de apenas 9.782 habitantes, de acordo com os dados do Censo 2010, localizada a 84 km de Belo Horizonte, não sabe o que é desemprego nem cortes no orçamento. Com uma receita que cresceu 45% em 2010, o município se transformou num imenso canteiro de obras e vive uma fase de ouro. Ou melhor, de ferro. A indústria extrativa foi o destaque do PIB em 2010, com alta de 15,7%.
Destaque do PIB em 2010, o minério de ferro tem promovido uma revolução econômica no município, onde está localizada a mina de Brucutu, a segunda maior do país, com reservas de mais de 650 milhões de toneladas, atrás apenas de Carajás, no Pará. O número de empregos diretos e indiretos gerados na cidade chega a 400.
Inaugurada em outubro de 2006, o projeto da Vale fez triplicar o orçamento de São Gonçalo do Rio Abaixo. Beneficiada pelos royalties da mineração, a arrecadação do município subiu de R$ 33,8 milhões, em 2006, para R$ 94,5 milhões, em 2010. Pela legislação, 2% do faturamento líquido da exploração de minério de ferro é recolhido a título da Compensação Financeira pela Exploração dos Recursos Minerais (CFEM), contribuição distribuída entre cidades, estados e União.
De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a cidade representava em 2008 o 3º maior Produto Interno Bruto (PIB) per capita de Minas Gerais. A renda média anual de cada morador de São Gonçalo chegou a R$ 88.037,11. Na capital do estado, a renda em 2008 foi de R$ 17.313,06.“Para quem quer trabalhar, não tem desemprego aqui não”, afirma o prefeito Raimundo Nonato Barcelos, conhecido como Nozinho. Com os cofres cheios, a prefeitura tem feito obras e construído instalações arrojadas para um município pequeno e que foi emancipado há apenas 48 anos.O Centro Cultural inaugurado em 2007 é o novo cartão-postal da cidade. O prédio de vidros espelhados reúne um auditório para 300 pessoas, salas para oficinas, espaço para exposições, biblioteca e um laboratório com acesso grátis à internet.
A prefeitura inaugurou também uma escola de tempo integral com ginásio e auditório, iniciou o tratamento de água e esgoto, abriu novos loteamentos e estradas e acaba de anunciar um plano de investimentos de R$ 64 milhões para os próximos 2 anos, que prevê a construção de uma escola de tempo integral na zona rural, uma praça de eventos, um estádio e o primeiro hospital do município, com 30 leitos.Em alguns casos, o município também tem assumido responsabilidades do governo estadual. As reformas da sede da polícia militar da cidade e do prédio da escola estadual, por exemplo, foram bancadas pela administração municipal. A prefeitura decidiu até contratar um advogado para oferecer aos moradores o serviço de defensoria pública, que não existia na região. “Não é que está sobrando [dinheiro]. Estamos fazendo bom uso do dinheiro público”, diz o prefeito.

Centro Cultural é o novo cartão postal de São Gonçalo do Rio Abaixo (Foto: Darlan Alvarenga/G1)

No rastro da Vale, São Gonçalo ganhou uma unidade do Senai, com 450 vagas. Segundo a prefeitura, o crescimento econômico tem aumentado o interesse por educação. O número de matriculados na rede municipal subiu de 691, em 2005, para 2.474, em 2010. “Hoje temos mais de 4 mil estudantes no município”, diz Nozinho.A prefeitura negocia agora a vinda de uma unidade da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), para oferecer à população uma opção local de ensino superior. A cidade chegou a ter uma faculdade particular por dois anos, mas em 2009 os cursos foram transferidos para Itabira.


Daniel de Oliveira foi recrutado pela Vale quando se matriculou no ensino técnico (Foto: Darlan Alvarenga/G1)

Jovens são recrutados no ensino técnico
Dos cerca de 1.600 funcionários próprios da mina de Brucutu, 150 são moradores de São Gonçalo. O número só não é maior por falta de mão de obra qualificada. O mecânico Daniel de Oliveira, de 22 anos, conta que foi recrutado no momento em que se matriculou no curso técnico.
“Decidi trancar a faculdade de engenharia ambiental porque vi uma oportunidade de crescimento profissional imediata no quintal de casa. Agora sou um estudante com profissão e salário”, diz o jovem que integra a turma de 58 trainees que atuam hoje em Brucutu.Na oficina da mina, Daniel atua na manutenção de máquinas cujo pneu chega a ter 2,7 m de altura. “Foi amor à primeira vista. Ver pessoalmente uma máquina assim é muito impactante", diz o aprendiz, que pretende agora investir na carreira de engenheiro mecânico.

A abertura da mina atraiu também moradores de outras cidades. O operador de escavadeira, Anivaldo Nunes dos Santos, de 45 anos, veio de Sabará (MG) e conseguiu um emprego para o filho no setor de perfuração. “Minha irmã fala que vai fazer um curso de elétrica para também entrar na Vale”, diz Maycon Alves dos Santos, de 22 anos.
Pai e filho são hoje parceiros de trabalho e de sala de aula. Maycon convenceu o pai a entrar junto na faculdade de Logística. Mas como não há faculdade em São Gonçalo, os dois estudam na cidade vizinha João Monlevade. “Tem várias provas doidas, mas temos que aproveitar as oportunidades para crescer na empresa”, diz.
A assistente administrativa, Gleiciele Araújo, de 28 anos, recorda que o seu primeiro emprego em Brucutu foi como auxiliar de produção. “Era serviço de peão, com luva e capacete”, diz. Hoje, é dela o maior salário da família. “Meu marido não gosta de ouvir isso, mas é verdade”.
Moradora da cidade há 19 anos, Gleiciele diz que São Gonçalo é outra hoje. “Mudou praticamente tudo. Não tinha nada aqui”, diz. Ela só reclama de ainda ter que sair da cidade para poder cursar uma faculdade ou buscar atendimento médico especializado.
Como ainda não há hospital ou maternidade no município, os moradores precisam ir até outra cidade para ter um filho. "A gente brinca que ninguém nasce em São Gonçalo, mas acho que isso vai mudar", diz Gleiciele.

Por dentro da mina
Escondida atrás das montanhas que cercam a área urbana de São Gonçalo do Rio Abaixo, com estradas exclusivas para o acesso ao complexo, a mina parece uma cidade a parte.


Produção de Brucutu é destinada 100% para exportação (Foto: Darlan Alvarenga/G1)

Ao todo, a Vale investiu US$ 1,1 bilhão em Brucutu. No total, foram gerados cerca de 8.500 empregos pelo Complexo Minas Centrais na região, incluindo os municípios de Barão de Cocais, Itabira, João Monlecade e Santa Bárbara. Hoje, trabalham na mina cerca de 2.500 pessoas, entre empregados próprios e contratados.
A mina é a maior do mundo em capacidade inicial de produção: 30 milhões de toneladas por ano, volume atingido pela primeira vez em 2010, quatro anos depois da inauguração do complexo. Em 2006, a produção inicial foi de 7,75 milhões de t.
“A Mina de Brucutu produz cerca de 30 milhões de toneladas por ano e responde sozinha por 10% da produção total de minério de ferro da Vale no Brasil”, afirma Júlio Yamacita, gerente geral do Complexo Minas Centrais, que conta ainda com as minas de Gongo Soco e Água Limpa. Em Brucutu tudo é gigantesco, começando pela área de extração: são 3,5 milhões de metros quadrados licenciados, o equivalente a 17 estádios como o Mineirão, em Belo Horizonte (MG).A cava de perfuração possui 2,5 km de comprimento e mais de 150 m de altura. Vista do alto, a cratera parece mais um cenário cinematográfico de exploração fora da Terra. A impressão é de estar num planeta cinza e vermelho. “Aqui só há duas estações: lama e poeira”, brinca um técnico.Todas as ordens para a área operacional de Brucutu partem da sala de comando, que recebe imagens de 37 câmeras, com visão de 360 graus e alcance de 1.500 metros de distância, espalhadas pelo complexo.


Minério extraído em Brucutu é levado diretamente para o Porto de Tubarão, no ES (Foto: Darlan Alvarenga/G1)

A usina de concentração de minério e o carregamento ferroviário são totalmente automatizados. Embora não seja tóxico, em nenhuma das fases da extração os trabalhadores entram em contato direto com o ferro.A mina funciona 24h por dia, em três turnos de trabalho, para garantir o abastecimento das locomotivas partem da mina diretamente para o Porto de Tubarão, em Vitória (ES). Cada vagão leva em média um minuto para ser carregado. Por dia, são abastecidos cerca de 2 mil vagões, com capacidade média de 80 t cada um.A produção de Brucutu é destinada 100% para exportação. O principal destino é a China, que em 2010 recebeu 48% da exportação de minério de ferro do Brasil, segundo dados do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração).
Os equipamentos utilizados para transportar o minério são de dimensões colossais. O que mais impressiona é o chamado caminhão fora de estrada, com 8m de altura e de largura. Ao todo, são 16, com capacidade para transportar até 240 toneladas de minério. O preço de uma máquina dessas gira em torno de US$ 3 milhões.
Brucutu é uma das minas de maior concentração de ferro e, portanto, de maior lucratividade da Vale. De cada 5 caminhões que são carregados dentro da cava, 3 são de minério de ferro e dois são de material estéril, sem valor comercial.
“Temos que tirar pouco material para poder tirar o minério em si e isso faz com que a mina tenha um custo muito baixo e uma alta produtividade”, diz Yamacita. “Brucutu já está operando na sua capacidade máxima e agenta pelo menos mais 25 anos nesse ritmo de produção".Como a Vale detém na Serra de Brucutu muita área ainda não licenciada para exploração, Brucutu ainda pode trazer boas surpresas para a população da região. "Se tiver demanda, vamos buscar alternativas para a produção se manter nesse patamar”, afirma o gerente da mina.
Fonte: Darlan Alvarenga Do G1, em São Gonçalo do Rio Abaixo (MG)