O Presidente da República, Michel Temer, sancionou a Lei 13.755 que regulamenta o Programa Rota 2030. A lei estabelece requisitos para a comercialização de veículos no Brasil, institui o Programa Rota 2030 - Mobilidade e Logística e dispõe sobre o regime tributário de autopeças não produzidas localmente.
Dentre os principais objetivos da nova política industrial estão o estímulo à geração de inovação por meio da pesquisa e desenvolvimento (P&D), a continuação da melhoria da sustentabilidade veicular, a evolução da segurança e o aumento da competitividade da indústria automobilística brasileira.
Para o presidente da Anfavea, Antonio Megale, este é um marco muito importante para toda cadeia automotiva brasileira:
“Encerramos o ano de 2018 com uma grande vitória ao publicar um programa de longo prazo e que tem em sua essência a valorização da engenharia nacional e da pesquisa e desenvolvimento no País. A indústria automobilística brasileira está extremamente satisfeita e otimista com a publicação do Programa Rota 2030. É a nossa oportunidade de ter mais previsibilidade para tomada de decisões e investimentos do setor e ampliar a competitividade da indústria perante o mundo. Esta é uma política que traz avanços significativos para o País e para a sociedade com o aumento da eficiência energética dos produtos e a implantação de um calendário de introdução de novas tecnologias. Os próximos anos serão de enormes transformações”.
Sobre o Programa
A Lei 13.755 publicada hoje no Diário Oficial da União estabelece requisitos para todos os veículos novos comercializados no mercado brasileiro, sejam nacionais ou importados. Todos os modelos deverão participar do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, atender requisitos mínimos de eficiência energética e incorporar novas tecnologias de segurança veicular.
A empresa que se habilitar ao programa poderá deduzir 10% do total dos dispêndios realizados em pesquisa e desenvolvimento no Brasil do Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Os investimentos poderão ser realizados sob a forma de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação e de programas prioritários de apoio ao desenvolvimento industrial e tecnológico para o setor automotivo e sua cadeia.
Caso a empresa realize investimentos em itens considerados estratégicos, poderá ter uma dedução adicional do IRPJ e CSLL podendo chegar a 12,5%.
São considerados dispêndios estratégicos com pesquisa e desenvolvimento aqueles relativos à manufatura avançada, conectividade, sistemas estratégicos, soluções estratégicas para a mobilidade e logística, novas tecnologias de propulsão ou autonomia veicular e suas autopeças, desenvolvimento de ferramental, moldes e modelos, nanotecnologia, pesquisadores exclusivos, big data, sistemas analíticos e preditivos (data analytics) e inteligência artificial.
O programa estipula ainda mecanismos para o desenvolvimento da cadeia de autopeças. As empresas que importarem autopeças sem produção equivalente no País, que hoje já possuem alíquota reduzida de imposto de importação a 2% dentro do regime chamado Ex-tarifário, terão esta alíquota reduzida a zero. Em contrapartida, deverão aportar em P&D o equivalente a estes 2% através de fundos já existentes ou parcerias com instituições de ciência e tecnologia, universidades, organizações independentes, etc.
“O Programa Rota 2030 é um marco importante para a história da indústria automobilística brasileira e traz para o Brasil avanços significativos para a área de pesquisa e desenvolvimento. Ter uma política que incentive de forma massiva estas frentes nos coloca como centros de inovação de tecnologia para o mundo”, conclui Antonio Megale.
Fonte: Assessoria de Imprensa Anfavea.
sábado, 5 de janeiro de 2019
Vendas da indústria automobilística registram crescimento de 15,3% até outubro
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, divulgou, durante a 30ª edição do Salão Internacional do Automóvel de São Paulo os resultados positivos da indústria automobilística. Os dados apontam para aumento de 15,3% no licenciamento de veículos novos em 2018: foram 2,10 milhões de unidades este ano contra 1,82 milhões no ano passado 2017.
Somente em outubro 254,7 mil unidades foram vendidas, o que representa expansão de 19,4% ante as 213,3 mil de setembro e de 25,6% no comparativo com as 202,9 mil de outubro do ano passado 2017.
Para Antonio Megale, presidente da Anfavea, o balanço mostra a recuperação do setor em 2018:
“O número de vendas nos surpreendeu com média diária de mais de 11,5 mil unidades, o que garante a recuperação da indústria automotiva este ano em relação ao ano passado. Certamente fecharemos o ano com resultado bastante positivo e animador tanto para os fabricantes quanto para a cadeia como um todo. Amanhã abriremos oficialmente as portas do Salão do Automóvel para o público que terá a oportunidade de conhecer os veículos que as montadoras prepararam e desenvolveram. São produtos ainda mais tecnológicos, conectados e equipados com sistemas que surpreenderão os visitantes”.
No décimo mês do ano foram produzidos 263,3 mil veículos, aumento de 17,8% sobre as 223,4 mil de setembro e alta de 5,2% no comparativo com as 250,2 mil de outubro do ano passado. O acumulado aponta alta de 9,9 % com 2,45 milhões de unidades este ano e 2,23 milhões no ano passado.
No âmbito das exportações o balanço mostra retração de 1,8% em outubro com 38,7 mil unidades no mês – em setembro 39,5 mil unidades deixaram as fronteiras brasileiras. Na análise contra as 61,8 mil unidades exportadas em outubro do ano passado, a queda é de 37,3%. Nos dez meses já transcorridos do ano a diminuição é de 10,9% com 563,0 mil veículos em 2018 e 631,8 mil em 2017.
Caminhões e ônibus
No segmento de caminhões, as vendas subiram 57% com 7,9 mil unidades no último mês e 5,0 mil no mesmo mês de 2017 e aumentaram 17,7% se comparado com as 6,7 mil de setembro deste ano. O acumulado aponta alta de 50,2% com 60,7 mil unidades até outubro contra as 40,4 mil do ano passado.
A produção no segmento ficou em 10,9 mil unidades em outubro, o que representa acréscimo de 19,1% se comparado com as 9,1 mil de setembro e de 31,8% frente as 8,2 mil de outubro do ano passado. No acumulado do ano, com 88,1 mil unidades, a elevação é de 30,6% na análise ante as 67,4 mil de 2017.
As exportações nos dez meses atingiram 22,2 mil unidades, número 6,6% inferior se defrontado com as 23,8 mil de igual período de 2017. Em outubro, 1,7 mil unidades foram negociadas com outros países – redução de 3,5% em relação as 1,8 mil exportadas em setembro – e de 26,3% sobre as 2,3 mil unidades de outubro do ano passado.
No segmento de ônibus o licenciamento encerrou outubro com 1,7 mil unidades, acréscimo de 11,9% sobre as 1,5 mil unidades de setembro e de 89,2% ante as 886 unidades de outubro de 2017. A soma dos dez meses segue com crescimento de 28,7% com 12,2 mil unidades em 2018 e 9,4 mil unidades no ano passado.
A produção de chassis para ônibus no período acumulado registrou 25,4 mil unidades, o que significa aumento de 43,6% contra as 17,7 mil de igual período do ano passado. Somente em outubro 2,3 mil unidades saíram das linhas de montagem, expansão de 2,7% ante as 2,2 mil de setembro e de 51,2% na análise frente as 1,5 mil de outubro do ano passado.
As exportações até outubro ficaram em 7,1 mil unidades – baixa de 6,8% quando comparado com as 7,6 mil de 2017.
Máquinas agrícolas e rodoviárias
As vendas internas de máquinas agrícolas e rodoviárias em outubro ficaram em 5,0 mil unidades, número 2,6% superior com relação as 4,9 mil de setembro e de 35,3% ante as 3,7 mil de outubro de 2017. O total de máquinas negociadas no acumulado cresceu 10,6%, com 39,6 mil unidades em 2018 e 35,8 mil no ano passado.
A produção terminou o mês com 7,4 mil máquinas em outubro, aumento de 28,9% quando comparado com as 5,8 mil de setembro e de 72,1% diante das 4,3 mil de outubro do passado. No acumulado o registro é de 53,6 mil unidades, alta de 14,9% sobre as 46,6 mil máquinas de 2017.
As exportações do segmento até outubro diminuíram 5,5%: foram 10,7 mil unidades este ano e 11,4 mil no ano passado.
Fonte: Assessoria de Imprensa Anfavea.
Pesquisa da Anfavea mostra relação das pessoas com a mobilidade
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, apresentou em São Paulo, SP, os resultados de uma pesquisa nacional sobre a relação das diferentes gerações com a mobilidade. O projeto foi realizado pela Spry, startup de tecnologia que utiliza o sistema de crowdsourcing para otimizar a aplicação e abrangência do questionário.
Para Antonio Megale, presidente da Anfavea, o conhecimento destas informações é fundamental para direcionar iniciativas da indústria:
“É muito comum vermos análises sobre a transformação da indústria automobilística, principalmente sobre o desejo de possuir ou apenas utilizar um automóvel. Contudo, sentíamos falta de ver estas afirmações calcadas em números que mostrem a realidade dos fatos. A pesquisa tem este objetivo: apresentar dados sobre a relação das pessoas com a mobilidade, inclusive para direcionar algumas ações da indústria”.
A pesquisa foi realizada durante três semanas de agosto em 11 capitais brasileiras: Belo Horizonte, MG, Brasília, DF, Curitiba, PR, Fortaleza, CE, Goiânia, GO, Manaus, AM, Porto Alegre, RS, Recife, PE, Rio de Janeiro, RJ, Salvador, BA, São Paulo, SP. Foram entrevistadas 1.789 pessoas, segmentadas pelas gerações Baby Boomers (acima de 56 anos), X (de 36 a 55 anos), Y (de 26 a 35 anos) e Z (até 25 anos).
Na avaliação de Megale, “os resultados foram surpreendentes”.
Desejo de ter um carro e de tirar a CNH
Dentre alguns dos principais resultados, a pesquisa mostrou que 49% dos Baby Boomers e 50% da geração X afirmam ter carro. Este número cai para 39% na Y e 23% na Z. Entretanto, quando os que não tinham carros foram perguntados sobre o desejo de comprar um nos próximos cinco anos, 70% da geração Z, até 25 anos, e 69% tanto na geração X quanto na Y afirmaram que desejam adquirir um modelo.
No caso da CNH, apenas 35% da geração mais nova, a Z, estão habilitados, mas do que não estão, 91% disseram que pretendem se habilitar. Na geração de Y, de 26 a 35 anos, 52% possuem CNH e 80% dos que não têm pretendem tirar. Nos Baby Boomers e na geração X, 58% estão habilitados e daqueles que não estão, 24% e 59%, respectivamente, pretendem tirar.
“Isto mostra que o desejo de ter um veículo e também de ter a carteira de habilitação permanecem mesmo nas gerações mais novas. Ao juntar estes dados com outros sobre utilização e frequência de uso, fica claro que uma oferta variada de opções de transporte de qualidade é benéfica para a qualidade de vida da sociedade, mas que cada tipo tem seu papel e atende às necessidades dos consumidores de formas diferentes”, afirma Antonio Megale, presidente da Anfavea.
A pesquisa mostra ainda que algumas mudanças de fato começam na geração Y e se potencializam na geração Z. Quanto à utilização dos diferentes tipos de transporte, por exemplo, 36% dos respondentes das gerações dos Baby Boomers e da X dizem andar a pé, porém esse número sobe para 49% na X e 67% na Z.
O mesmo acontece com o uso de bicicletas: 9% dos Baby Boomers e da X utilizam esse modal, mas o número sobe para 14% na X e 18% na Z. A tendência se confirma também nos aplicativos de transporte, quando 29% dos Baby Boomers disseram utilizar esta modalidade, 30% da geração X, 39% da Y e 49% da Z.
Quando perguntados qual dos diferentes tipos era o preferido, todas as gerações apontaram o carro como o principal: 38% dos Baby Boomers, 42% da geração X, 41% da Y e 40% da Z – quem prefere carro aponta o conforto e a praticidade como principal atributo. O ônibus, que nas gerações dos Baby Boomers e X era de 15%, cai para 9% nas mais novas, o que pode demonstrar necessidade de modernização das linhas.
Outro destaque é com relação à frequência de uso destes tipos de transporte. A pesquisa aponta que aplicativos de transporte se apresentam como alternativa e não substituição de outros modais, mesmo nas gerações mais novas. Apenas 9% do total de respondentes utilizam apps de transporte todos os dias. Mesmo na geração Z, a mais conectada de todas, 93% já utilizaram aplicativos, mas apenas 13% usam mais de 3 vezes de semana.
Sobre o futuro do automóvel, 70% da geração Y e 66% da geração Z acreditam que o carro será o principal meio de transporte no futuro. Do total de respondentes, 34% acreditam que apps de transporte e carona compartilhada representam o papel do carro no futuro e 32% avaliam que o carro como conhecemos continuará sendo o principal meio de transporte. Apenas 3% acreditam que o carro vira item de museu.
Fonte: Assessoria de Imprensa Anfavea.
Para Antonio Megale, presidente da Anfavea, o conhecimento destas informações é fundamental para direcionar iniciativas da indústria:
“É muito comum vermos análises sobre a transformação da indústria automobilística, principalmente sobre o desejo de possuir ou apenas utilizar um automóvel. Contudo, sentíamos falta de ver estas afirmações calcadas em números que mostrem a realidade dos fatos. A pesquisa tem este objetivo: apresentar dados sobre a relação das pessoas com a mobilidade, inclusive para direcionar algumas ações da indústria”.
A pesquisa foi realizada durante três semanas de agosto em 11 capitais brasileiras: Belo Horizonte, MG, Brasília, DF, Curitiba, PR, Fortaleza, CE, Goiânia, GO, Manaus, AM, Porto Alegre, RS, Recife, PE, Rio de Janeiro, RJ, Salvador, BA, São Paulo, SP. Foram entrevistadas 1.789 pessoas, segmentadas pelas gerações Baby Boomers (acima de 56 anos), X (de 36 a 55 anos), Y (de 26 a 35 anos) e Z (até 25 anos).
Na avaliação de Megale, “os resultados foram surpreendentes”.
Desejo de ter um carro e de tirar a CNH
Dentre alguns dos principais resultados, a pesquisa mostrou que 49% dos Baby Boomers e 50% da geração X afirmam ter carro. Este número cai para 39% na Y e 23% na Z. Entretanto, quando os que não tinham carros foram perguntados sobre o desejo de comprar um nos próximos cinco anos, 70% da geração Z, até 25 anos, e 69% tanto na geração X quanto na Y afirmaram que desejam adquirir um modelo.
No caso da CNH, apenas 35% da geração mais nova, a Z, estão habilitados, mas do que não estão, 91% disseram que pretendem se habilitar. Na geração de Y, de 26 a 35 anos, 52% possuem CNH e 80% dos que não têm pretendem tirar. Nos Baby Boomers e na geração X, 58% estão habilitados e daqueles que não estão, 24% e 59%, respectivamente, pretendem tirar.
“Isto mostra que o desejo de ter um veículo e também de ter a carteira de habilitação permanecem mesmo nas gerações mais novas. Ao juntar estes dados com outros sobre utilização e frequência de uso, fica claro que uma oferta variada de opções de transporte de qualidade é benéfica para a qualidade de vida da sociedade, mas que cada tipo tem seu papel e atende às necessidades dos consumidores de formas diferentes”, afirma Antonio Megale, presidente da Anfavea.
A pesquisa mostra ainda que algumas mudanças de fato começam na geração Y e se potencializam na geração Z. Quanto à utilização dos diferentes tipos de transporte, por exemplo, 36% dos respondentes das gerações dos Baby Boomers e da X dizem andar a pé, porém esse número sobe para 49% na X e 67% na Z.
O mesmo acontece com o uso de bicicletas: 9% dos Baby Boomers e da X utilizam esse modal, mas o número sobe para 14% na X e 18% na Z. A tendência se confirma também nos aplicativos de transporte, quando 29% dos Baby Boomers disseram utilizar esta modalidade, 30% da geração X, 39% da Y e 49% da Z.
Quando perguntados qual dos diferentes tipos era o preferido, todas as gerações apontaram o carro como o principal: 38% dos Baby Boomers, 42% da geração X, 41% da Y e 40% da Z – quem prefere carro aponta o conforto e a praticidade como principal atributo. O ônibus, que nas gerações dos Baby Boomers e X era de 15%, cai para 9% nas mais novas, o que pode demonstrar necessidade de modernização das linhas.
Outro destaque é com relação à frequência de uso destes tipos de transporte. A pesquisa aponta que aplicativos de transporte se apresentam como alternativa e não substituição de outros modais, mesmo nas gerações mais novas. Apenas 9% do total de respondentes utilizam apps de transporte todos os dias. Mesmo na geração Z, a mais conectada de todas, 93% já utilizaram aplicativos, mas apenas 13% usam mais de 3 vezes de semana.
Sobre o futuro do automóvel, 70% da geração Y e 66% da geração Z acreditam que o carro será o principal meio de transporte no futuro. Do total de respondentes, 34% acreditam que apps de transporte e carona compartilhada representam o papel do carro no futuro e 32% avaliam que o carro como conhecemos continuará sendo o principal meio de transporte. Apenas 3% acreditam que o carro vira item de museu.
Fonte: Assessoria de Imprensa Anfavea.
Jornal Diário Boca do Povo de sexta-feira dia 4 de janeiro de 2019
Acompanhe o jornal desta sexta-feira no link a seguir:
https://pt.calameo.com/read/001549213e84b84c32d32
Jornal Diário Boca do Povo de quinta-feira dia 3 de janeiro de 2019
Acompanhe o jornal desta quinta-feira no link a seguir:
https://pt.calameo.com/read/001549213ec390b0fd75a
Jornal Diário Boca do Povo de sexta-feira dia 21 de dezembro de 2018
Acompanhe o jornal desta sexta-feira no link a seguir:
https://pt.calameo.com/read/001549213e2c384979997
Assinar:
Postagens (Atom)



















