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terça-feira, 24 de março de 2020

Aécio propõe ao Congresso adiar eleições municipais para 2022


Proposta de emenda constitucional atende apelo do ministro da saúde que teme que campanhas agravem epidemia de novo coronavírus.

O deputado federal Aécio Neves apresentará uma proposta de mudança constitucional que transfere as eleições municipais deste ano para 2022. A medida atende ao pedido feito pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante reunião com prefeitos no último domingo. Mandetta defendeu a transferência das eleições marcadas para outubro em razão da pandemia mundial causada pelo novo coronavírus.

O ministro declarou em videoconferência que as campanhas eleitorais de candidatos aos cargos de prefeito e vereador poderão levar a picos nos casos da doença. "Está na hora do Congresso falar: faz um mandato tampão dos vereadores e prefeitos. Eleição no meio do ano, uma tragédia. Porque vai querer todo mundo fazer ação política", disse ele.

"O ministro da Saúde fez um alerta extremamente importante. Vivemos uma situação dramática, jamais vivida antes em nosso país. Cabe a nós, parlamentares, entendermos a gravidade dessa pandemia. Estou certo de que a grande maioria de candidatos a prefeito e às Câmaras Municipais têm total compreensão da impossibilidade de irem às ruas para uma campanha, quando milhões de pessoas estarão em risco de vida", afirmou Aécio.

A PEC de autoria do deputado propõe a prorrogação dos mandatos atuais até 31 de dezembro de 2022, excepcionalmente. Os mandatos de prefeitos e vereadores a serem eleitos permanecerão com quatro anos de duração.

A medida de suspensão das eleições de outubro ganhou apoio, nesta segunda-feira (23), do presidente da Confederação Nacional dos Municípios.

"Suspender as eleições é inevitável. Quanto custa uma eleição para o país? Esse dinheiro deveria ser usado para combate ao coranavírus", afirmou o presidente da entidade, Glademir Aroldi.

Eleições gerais a partir de 2022

Aécio propõe também a unificação das eleições no país a partir de 2022. Hoje, elas são realizadas de dois em dois anos, representando altos gastos públicos.

De acordo com o texto da PEC, eleições gerais serão realizadas de quatro em quatro anos nas esferas municipal, estadual e federal, definindo os cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, prefeito e vice-prefeito, senador, deputados federal e estadual e vereador. A proposta não altera a duração dos mandatos de senador, de oito anos.

Fonte: Assessoria de Imprensa Deputado Federal Aécio Neves.

domingo, 22 de março de 2020

Jornal Diário Boca do Povo de sábado dia 21 de março de 2020




Acompanhe o jornal desta sábado no link a seguir:


https://pt.calameo.com/read/001549213f6c475057d74

MEC autoriza universitários da área de saúde a atuarem no enfrentamento ao coronavírus

Estudantes de medicina, enfermagem, farmácia e fisioterapia serão selecionados e alocados pelo Ministério da Saúde

Estudantes universitários dos cursos de saúde estão autorizados pelo Ministério da Educação (MEC) a fazerem estágio em unidades de saúde. A iniciativa tem o objetivo de auxiliar no combate ao novo coronavírus. A medida foi publicada em portaria na edição extra do Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira, 20 de março.

Ao serem alocados em unidades básicas de saúde, unidades de pronto atendimento, rede hospitalar e comunidades, os estudantes passarão a integrar de forma auxiliar no enfrentamento da pandemia.

Dessa forma, os universitários que participarem desse esforço conjunto de contenção da Covid-19, deverão atuar exclusivamente nas áreas de clínica médica, pediatria, saúde coletiva e apoio às famílias, de acordo com as especificidades de cada curso.

A decisão vale para alunos de medicina que cursam os últimos dois anos da graduação e para alunos de enfermagem, farmácia e fisioterapia que estão no último ano do curso. A permissão é temporária enquanto durar a emergência em saúde pública.

A atuação dos alunos será supervisionada por profissionais registrados em seus conselhos e pela orientação docente realizada pela Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS). As instituições de ensino deverão usar a carga horária dedicada pelos alunos nas ações de enfrentamento como horas de estágio curricular obrigatório.

Essa atuação dos alunos será considerada de caráter relevante para o país e será considerada na pontuação para ingresso nos cursos de residência.Caberá ao Ministério da Saúde a seleção, a capacitação e a alocação dos alunos após articulação com os órgãos de saúde estadual, distrital e municipal.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social - MEC.